| 01 - E | 05 - A | 09 - A | 13 - A | 17 - E | 21 - D | 25 - A |
| 02 - D | 06 - E | 10 - B | 14 - D | 18 - E | 22 - A | 26 - C |
| 03 - C | 07 - B | 11 - A | 15 - D | 19 - D | 23 - D | 27 - D |
| 04 - B | 08 - A | 12 - C | 16 - E | 20 - B | 24 - C | 28 - B |
segunda-feira, 2 de abril de 2012
GABARITO ALTA IDADE MÉDIA
O TEMPO RELIGIOSO
Na Europa Medieval, o domínio da Igreja estendia-se também ao controle do tempo. O ano era orientado segundo os principais atos do drama de Jesus (Natal, Quaresma, Páscoa) e pelos dias santos. O dia também tinha suas subdivisões baseadas na vida de Cristo. Eram as horas litúrgicas, durante as quais deveriam ser realizadas rezas e entoados cantos sagrados. A marcação das horas era dada pelo repique dos sinos, que convocava para os ofícios religiosos e reforçava o principal objetivo dos homens medievais: a salvação da alma. Para eles, cada uma das horas envolvia um rico simbolismo e um ritual litúrgico repetido diariamente nas igrejas e mosteiros. A lembrança do auxílio divino num mundo hostil trazia segurança às comunidades cristãs.
A partir do controle do tempo, a Igreja definia ações e comportamentos. Nos períodos considerados mais sagrados, como a Quaresma, aos nobres eram proibidos qualquer tipo de luta contra cristãos, sob ameaça de excomunhão. Era a chamada “trégua de Deus” que procurava, assim, restringir as mortes e pilhagens provocadas pela ação guerreira da nobreza e submetê-la ao clero.
Por volta do século XI em diante, com as transformações estruturais verificadas no interior da ordem feudal – o chamado Renascimento Comercia e Urbano – a maneira de lidar com o tempo transformou-se. A necessidade de controlar a produção e as trocas comerciais tornou necessária a medição exata desse tempo. O relógio mecânico assume cada vez mais o badalar dos sinos para medir as vinte e quatro horas do dia.
Reproduzo aqui, uma questão de vestibular:
UNESP Julho 08
“As horas canônicas eram anunciadas pelo toque dos sinos, que mandavam à distância o som que funcionava como voz da eternidade, marcando o tempo de todas as pessoas. Tempo de repouso e tempo de trabalho; tempo de oração e tempo de festa; tempo de vida e tempo de morte”. (Paulo Miceli, O feudalismo.)
“O operário transforma-se, por sua vez, num especialista em “olhar o relógio”, preocupado apenas em saber quando poderá escapar para gozar as suas escassas e monótonas formas de lazer que a sociedade industrial lhe proporciona”. (George Woodcock, Os grandes escritos anarquistas.)
Nos dois momentos históricos descritos, considerando o cotidiano do homem, compare a percepção e o controle do tempo.
Outra questão envolve as constantes festas religiosas como forma de reforço à fé e à religiosidade no período. Como a mentalidade pagã ainda impregnava o inconsciente coletivo, a Igreja se apropriou de antigas festas do paganismo e transformou-as em celebrações cristãs. Assim, apesar das perseguições oficiais da Igreja Católica às velhas tradições, o Ocidente Medieval europeu preservou muitas reminiscências dos velhos ritos bárbaros e romanos na mentalidade, nas festas e nos hábitos cotidianos da população. Aqui vai outra questão da Unesp, essa com um certo problema de formulação:
UNESP 11
[Na Idade Média] Homens e mulheres gostavam muito de festas. Isso vinha, geralmente, tanto das velhas tradições pagãs (...), quanto da liturgia cristã. (Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007.)
Sobre essas festas medievais, podemos dizer que
a) muitos relatos do cotidiano medieval indicam que havia um confronto entre as festas de origem pagã e as criadas pelo cristianismo.
b) os torneios eram as principais festas e rompiam as distinções sociais entre senhores e servos que, montados em cavalos, se divertiam juntos.
c) a Igreja Católica apoiava todo tipo de comemoração popular, mesmo quando se tratava do culto a alguma divindade pagã.
d) as festas rurais representavam sempre as relações sociais presentes no campo, com a encenação do ritual de sagração de cavaleiros.
e) religiosos e nobres preferiam as festas privadas e pagãs, recusando-se a participar dos grandes eventos públicos cristãos.
Resolução A. Alternativa escolhida por eliminação, pois o enunciado sugere muito mais uma convergência das festas pagãs e cristãs, unidas pelo gosto popular, do que um “confronto” entre elas. O que ocorreu – embora o texto não o explique – foi a condenação da Igreja a práticas de origem reconhecidamente pagã, como o Carnaval.
quinta-feira, 22 de março de 2012
DICA DE FILME: ALEXANDRIA
Eu não sei se já postei essa dica aqui, mas é um filme maravilhoso, e que pode dar várias dimensões históricas. Primeiro trata-se de Alexandria, fundada no Egito por Alexandre da Macedônia, com o objetivo de ser um polo cultural e "científico", dinamizador da cultura helênica. Segundo porque no período em que ocorre o filme, a cidade já estava sob domínio romano, num momento em que os cristãos ganham força. Esses cristãos passam a impor seus valores, entrando em conflito com os valores clássicos, e, portanto querem destruir a biblioteca de Alexandria e tudo o que ela representa. Terceiro porque o filme como arte e entretenimento também é muito bom.
Política, filosofia, intolerância, condição da mulher, história. Assistam! Assistam!Assistam
GABARITO ROMA
| 01 - B | 05 - D | 09 - A | 13 - D | 17 - D | 21 - D | 25 - D |
| 02 - D | 06 - B | 10 - C | 14 - E | 18 - E | 22 - C | 26 - A |
| 03 - B | 07 - C | 11 - E | 15 - E | 19 - A | 23 - E | 27 - D |
| 04 - B | 08 - B | 12 - D | 16 - B | 20 - D | 24 - E | |
quinta-feira, 15 de março de 2012
PEQUENO COMENTÁRIO SOBRE O FILME "A DAMA DE FERRO"
Não sou crítica de cinema, mas respondendo a uma pergunta de uma querida aluna, a Iara, vou falar o que achei.
Se fosse para indicar para algum aluno de história, não perderia meu tempo. Nesse quesito, o de análise sobre a atuação política da primeira dama neoliberal britânica, ficou num plano menor. O enfoque foi a pessoa (obviamente pública) de Margareth Thatcher. Além do mais a cronologia do desenrolar dos fatos ficou extremamente confusa.
Quanto à atuação de Meryl Streep ... Mereceu mesmo o Oscar!
De qualquer maneira não colocaria pra assistir de novo. Não me arrebatou. Gostei de uma parte, e por isso publico aqui o comentário do crítico Marcelo Forlani, em 16/02/12, no UOL:
"Mesmo assim, sobram momentos para Streep brilhar. A primeira cena, com a ex-primeira ministra em uma lojinha de conveniência, é sem dúvida uma das melhores do filme justamente porque dá uma visão macro do cenário sem se preocupar em focar apenas na personagem principal. Mostra ao mesmo tempo a fragilidade em que a protagonista se encontra, a falta de caráter da sociedade atual e a sua indignação de viver nestes dias. Mas infelizmente não dá para parar por aí e começam os flashbacks que vão mostrar a vida pregressa da biografada, desde o tempo em que Margareth (interpretada em sua versão mais jovem por Alexandra Roach) passou de filha de um pequeno comerciante do interior a mulher mais poderosa dos anos 1980."
Se fosse para indicar para algum aluno de história, não perderia meu tempo. Nesse quesito, o de análise sobre a atuação política da primeira dama neoliberal britânica, ficou num plano menor. O enfoque foi a pessoa (obviamente pública) de Margareth Thatcher. Além do mais a cronologia do desenrolar dos fatos ficou extremamente confusa.
Quanto à atuação de Meryl Streep ... Mereceu mesmo o Oscar!
De qualquer maneira não colocaria pra assistir de novo. Não me arrebatou. Gostei de uma parte, e por isso publico aqui o comentário do crítico Marcelo Forlani, em 16/02/12, no UOL:
"Mesmo assim, sobram momentos para Streep brilhar. A primeira cena, com a ex-primeira ministra em uma lojinha de conveniência, é sem dúvida uma das melhores do filme justamente porque dá uma visão macro do cenário sem se preocupar em focar apenas na personagem principal. Mostra ao mesmo tempo a fragilidade em que a protagonista se encontra, a falta de caráter da sociedade atual e a sua indignação de viver nestes dias. Mas infelizmente não dá para parar por aí e começam os flashbacks que vão mostrar a vida pregressa da biografada, desde o tempo em que Margareth (interpretada em sua versão mais jovem por Alexandra Roach) passou de filha de um pequeno comerciante do interior a mulher mais poderosa dos anos 1980."
A CULTURA HELÊNICA
Que exprimia a arte grega? Em primeiro lugar, simbolizava o humanismo. Embora grande parte da escultura represente deuses, as divindades gregas existiam para o benefício do homem e, portanto, ao glorificá-las, ele glorificava a si mesmo. Tanto a arquitetura como a escultura encarnavam os ideais de equilíbrio, harmonia, ordem e moderação. Sua finalidade não era simplesmente estética, mas também política.
De uma maneira ampla, a arte grega diferia de quase todos os povos. Antes de tudo era universal: o importante não era o indivíduo em si, mas tipos. Era também uma arte com objetivos éticos: não visava à mera decoração ou à expressão da filosofia individual do artista, mas um meio de enobrecimento da humanidade. Não se fazia distinção nítida entre ética e estética: o belo era bom e vice versa.
Com o advento da cultura helenística, vários aspectos da cultura grega clássica foram alterados. As civilizações do Antigo Oriente Médio foram marcadas pelo absolutismo, pelo extremo naturalismo, pela negação do corpo e pela sujeição do indivíduo ao grupo. Isso refletiu-se, consequentemente, na arte helenística: os templos gregos, simples e dignos, deram lugar à palácios suntuosos e edifícios que simbolizavam poder e riqueza. Do mesmo modo, a escultura e a pintura mostravam tendências extravagantes e sentimentais. No entanto, foram os elementos gregos que predominaram.
Assinar:
Postagens (Atom)